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O ministro da saúde do governo lula, José Tempordo, vem incentivando o debate a respeito da discriminação do aborto. Afinal, brasileiras devem ou não ter o direito de interromper uma gravidez que por algum motivo é indesejada? A resposta dessa complexa pergunta gera polêmica porque aborda um tema de importância superior a de qualquer outro: a vida humana.
Como precisar o exato momento em que os gametas fundidos deixam de ser celular quaisquer e passam a constituir um indivíduo com tantos direitos a sobrevivência como os nossos? Por envolver princípios éticos da sociedade, essa questão deve ser observada sob variados aspectos.
No âmbito cultural, temos um fator determinante: a religiosidade. Não importa a vertente, as religiões de um modo geral defendem que é direito exclusivo da entidade superior que as rege a concessão de retirada do sopro vital. E por estarmos em um país de maioria católica, sofremos fortes pressões para que o ponto de vista da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prevaleça na legislação em voga.
Apesar de nossa Constituição ser laica, o governo democrático é movido pela vontade da maior parte da população. Com os bispos promovendo uma articulação ideológica em seus fiéis, o segmento político passa a ser sensível aos apelos da Santa Madre Igreja.
Porém, se opor as práticas abortivas não significa que o setor administrativo não tenha influído para que as clínicas clandestinas sejam tão disseminadas. A verdade é que o planejamento familiar no Brasil é pífio. Até mesmo clãs abastados recorrem a ilegalidade e adolescentes de classe média aumentam a taxa de abortos realizados sem os mínimos cuidados necessários.
Devido a tamanha precariedade, estima-se que o sistema Único de Saúde dispende mais verbas finalizando abortos mal feitos do que gastaria de ele próprio efetuasse o procedimento. Além disso, a economia sofre por deixar de arrecadar tributos que são pagos aos médicos que transgridem a lei.
Os danos financeiros não são os únicos. A pior face de tal ato são as seqüelas irreversíveis com as quais a mulher tem que conviver para o resto de sua vida. Complicações decorrentes das insalubres condições sob as quais o aborto é realizado podem levar a esterilidade ou até mesmo ao óbito.
E, para a Justiça definir se deve legalizar as práticas abortivas e possibilitar a sua realização dignamente seria preciso que a ciência descubra quando o embrião merece reconhecimento legal como pessoa. Então, saberemos se o aborto é válido como método contraceptivo ou é apenas um homicídio precoce.
Independente do resultado a que vai se chegar, é notório que o Brasil já deu um grande passo na direção certa: mobilizou a sociedade a pensar criticamente e, principalmente, a se manifestar.
Entre os mais delicados temas da sociedade atual, capazes de gerar polêmicas pela enorme divergência de opiniões e posicionamentos sobre, se encontra a questão do aborto. O assunto se mantém, através dos anos, como provocador de infindáveis discussões e levantador de questões que quase nunca encontram uma resposta completamente aprovada por unanimidade. Afinal, o aborto deve ser legalizado ou corresponde a um crime? Em que condições e sob quais situações o aborto pode representar uma alternativa legal ou ilegal? O aborto é uma opção, uma solução, ou uma prática criminosa contra a vida?
Atualmente, no Brasil, o aborto é considerado uma opção regular apenas em casos de estupro e risco de vida materno. Muito se tem discutido sobre a legalização da prática, mas o que falar sobre esta proibição por leis no país, sabendo que existem dezenas de mulheres abortando ilegalmente, com freqüência, no território nacional?
É fato que grande parte dos casos de gravidez indesejada é resultado de descuido na relação sexual, sem uma prevenção adequada com uso de métodos anticoncepcionais eficazes. Em muitos desses casos, a gravidez é rejeitada pelo fato de a mãe ser muito jovem, ou não possuir condições (financeira, psicológicas) suficientes na família para sustentar e cuidar da criança, e vale ressaltar que em algumas situações não se deseja o nascimento do bebê, por este apresentar alguma anomalia ou deficiência.
Enquanto uns considera o aborto um crime, baseados na teoria do direito a vida desde a concepção, outros alegam que aborto deve ser legalizado, a favor do argumento de que uma criança, para nascer, precisa ser desejada, e poderia sofrer a falta de cuidado e afeto necessários por não ter sido planejada. Há alguns que defendem que o aborto pode ser realizado, dependendo do estágio de formação do feto. E variados exemplos dessa divisão de pensamentos espalhados pelo mundo (como o caso dos EUA, onde o aborto é defendido como prática legal). Todavia, as opiniões sobre o aborto não se dividem em duas apenas, uma vez que encontramos diversos pontos de vista acima da questão, muito além dos rótulos "a favor" e "contra". Existem diferentes motivos para diferentes posicionamentos, e estão relacionados as diferenças sociais, culturais, religiosas e políticas de cada parte.
Mesclando-se a toda essa discussão, existe uma Igreja que condena o sexo sem fim reprodutivo, o uso de preservativos e as chamadas "mães solteiras". De outro lado, um governo que não financia uma assistência adequada nos postos de saúde, tampouco acesso a informação da população carente e sua conscientização quanto aos métodos contraceptivos.
O aborto é um assunto extremamente delicado e complexo, tendo em vista o que cada um de nós pensa sobre tal. Mas, este é um debate necessário para podermos entender e aprender a utilizar algo de que o mundo vem precisando cada vez mais: respeito.
Quando em 1799 Napoleão Bonaparte ascende ao poder francês e inicia sua política imperialista pela Europa, ele não imagina o quanto isso iria refletir, ou até mesmo modificar uma colônia portuguesa hoje chamada Brasil.
Com a imposição do boicote econômico para com a Inglaterra em 1806, o "Bloqueio Continental", Bonaparte decreta para todos os países europeus que a punição do rompimento deste bloqueio seria a invasão e a tomada do poder local pelo, até então invencível, exército francês. E Dom João VI temia isto.
O rei português tenta várias vezes simular o rompimento com a coroa Inglesa, até que em 29 de Novembro de 1807 escoltados pela Marinha Inglesa, 36 navios sairiam de Portugal com cerca de 15000 nobres rumo a colônia portuguesa que ficava do outro lado do Atlântico.
Dom João VI aportava primeiramente na Bahia em 2 de Janeiro de 1808, de onde seguiria pouco depois par o Rio de Janeiro. Em 07 de Março do mesmo ano, toda a estrutura política, econômica e governamental portuguesa desembarcava na sede do governo geral e a partir de então sede do Império Português.
A fuga da família real para o Brasil significou a expansão política, monetária e cultural de uma população (onde dois terços constituíam-se de negros, mestiços e mulatos), que a partir desse momento entra em uma rápida expansão urbana. Abriram-se jornais, universidades, bibliotecas, teatros e entre outras, o Banco do Brasil. A cidade do Rio de Janeiro passaria de uma simples sede governamental para a cidade mais urbanizada do Brasil, iniciava-se então uma vida social aqui, e tudo isso para atender a corte portuguesa.
A descoberta do Brasil foi em 1500, todavia podemos considerar a nossa formação como pátria apenas nos últimos 200 anos, quando uma sociedade, de fato, começou a se traçar. Por isso, a vinda da família real é considerada entre os historiadores um dos mais importantes acontecimentos, uma vez que a ruptura econômica do Brasil como colônia se dá em 1808 e não em 1822.
Quando Dom João VI volta para Portugal em 1821, ele deixara no comando seu filho Dom Pedro, uma país mais urbano, civilizado e politicamente impulsionado, por isso não tardara a independência administrativa desta nova pátria americana.
A chegada da família real no Brasil foi entusiasmante para os colonos. Afinal, receber reis, rainhas, príncipes e princesas fazia as pessoas se sentirem como personagens de conto de fadas. Mas, para a realeza e sua corte, o sentimento principal foi de alívio.
Engana-se quem pensa que por serem realezas da metrópole a estrutura das embarcações e as condições da viagem foram impecáveis e com muito conforto. Na verdade, foi uma viagem infernal. Pessoas amontoadas nos navios sofreram com o aperto, escassez de água e comida, tempestades e naufrágios, condições de higiene precárias, epidemias e doenças que se alastraram em alto mar. Apesar das glórias da navegação portuguesa pela história, poucos viajantes conheciam as durezas dos percursos marítimos e estavam mal preparados para enfrentar 99 dias de viagem de Lisboa ao Rio de Janeiro.
A princesa Carlota Joaquina, o prícipe D. João e seus filhos vieram em navios separados, o que dificultava sua comunicação, permitida apenas por trocas de cartas levadas por botes. Praticamento toda a família real ficou sozinha em pleno alto-mar, pois com as tempestades acabaram se separando das outras embarcações. Os efeitos de uma péssima viagem foram sentidos por Carlota quando uma epidemia de piolho fez com que todas as mulheres da embarcação raspassem a cabeça, e por conta disso, a princesa acabou lançando moda, ao chegar ao Brasil de turbante.
Depois de passarem 55 dias no mar, a comitiva real chegou ao porto de Salvador. Embora tivessem recebido a notícia de que a corte estava a caminho do Brasil, as pessoas não contavam que fosse parar na Bahia e nem sequer sabiam qual era exatamente o protocolo de solenidade a ser seguido. As cenas que viram talvez não tenham correspondido as expectativas, com nobres em trajes decompostos e embarcações caindo aos pedaços, porém a recepção não deixou de ser calorosa e intensa. Assim foi o primeiro contato com a colônia em Salvador e finalmente após dez dias a família real chega ao seu destino sem percalços e com melhor aparência: o Rio de Janeiro. A chegada ao Rio foi um alívio após uma longa viagem infernal, apesar do calor do verão e dos odores fétidos da cidade.
Palavra dos meses: festas. Seu prelúdio é o Advento, período em que, espiritualmente, preparamo-nos para a vinda so salvador. São quatro semanas muito profundas. É marcante o papel de três personagens bíblicos: Isaías, profeta do antigo testamento que anuncia a vinda do Messias, João Batista, o precurssor, aquele que aplama as veredas; e Maria, mestra, conselheira e mulher que, apesar das adversidades, não deixou que sua fé esmorecesse.
Finalmente, a noite venturosa: Cristo nasce no meio de nós e tira-nos da escuridaão. Entretanto, o menino Deus não mais encontra abrigo numa manjedoura, mas sim nos corações daqueles que a sua mensagem se abriram. Não são mais os anjos que cantam "Gloria in Excel sis Deo", mas nós, que esperamos alegremente pela noite natalícia.
Outrossim, esse tempo festivo não deve ser reduzido a algumas semanas e a uma noite apenas. Não! Seríamos muito medíocres. A espera pela vinda de Deus feito homem requer que nos transformemos verdadeiramente. Em meio a um tempo marcado pelo consumismo exarcebado, é necessário que afirmemos profeticamente a esperança. Como disse São Paulo em sua carta aos romanos: "a criação geme e sofre em dores de pauto até agora e nós também gememos em nosso íntimo esperando a libertação".Se nos contrapusermos ao egpísmo, o menino Jesus nascerá em nossos corações. Dessa forma, relacionar-nos-emos melhor com nossos irmãos e com Deus: uma relação que tem seu fundamento nos frutos da vinda messiânica.
Para viver um sonho, ou para tê-lo somente, é preciso ousar, deixar a alma leve e livre de tudo que possa reprimir a sua vontade de transcender o real. O bonde do desejo precisa ter livre circulação na sua vida, já que muitas vezes nossos verdadeiros sonhos em embrião são impedidos de ver a luz devido as atitudes cotidianas cheias de pudor.
Dados os primeiros passos descritos acima, as etapas seguintes são menos complicadas. Uma vez presente na sua imaginação, o sonho é capaz de torná-lo mais humano, mais disposto diante da vida e de suas conturbadas situações diárias.
Sonhos são pré-requisitos básicos para a felicidade plena. Deixe-se levar, enlouqueça e, claro, permita-se.
Atualmente, na Universidade Federal de Juiz de Fora e na maioria das universidades, o curso de Odontologia é dividido em 10 períodos (5 anos), dividido em ciclo básico (disciplinas bases como Biologia Celular, Microbiologia, Histologia, Anatomia, Imunologia, dentre outras) e profissionalizante (disciplinas específicas a formação profissional de um Cirurgião Dentista, como: Prótese, Ortodontia, Cirurgia, Semiologia, Patologia, Periodontia, Radiologia, e várias outras). No ciclo básico há matérias com abordagem exclusivamente teórica e outras também com aulas práticas em laboratórios, favorecendo o entendimento do conteúdo aprendido nas salas de aula. As disciplinas do ciclo básico são dadas no ICB (Instituto de Ciências Biológicas). Já as disciplinas profissionalizantes são estudadas na Faculdade de Odontologia com aulas teóricas (nas salas de aula) e práticas (em laboratórios e em clínicas com atendimento e procedimentos em pacientes). Na UFJF, o curso é integral, com aulas de manhã e atarde, com horários variados de acordo com a disciplina e período.
Dentro do curso há atividades que podem ser seguidas, como monitoria, projeto extensão e projeto de pesquisa. No primeiro, os alunos que já foram aprovados em tal disciplina podem fazer prova para auxiliar o professor no andamento das aulas práticas; no segundo, há extensão de alguma disciplina para a sociedade; e, no terceiro, há visão de uma abordagem científica de pesquisa e posterior produção de um artigo científico com os resultados e possíveis descobertas sobre tal assunto, sempre relacionado a uma ou mais disciplinas.
O odontólogo não é um mecânico ou um técnico restaurador de dentes, é muito mais. O acadêmico em Odontologia recebe condições intelectuais, teóricas e técnicas para ser um profissional crítico, com conhecimento e argumentos científicos sobre a realidade da saúde bucal. Antes de Cirurgião Dentista, o profissional da área odontológica deve ser considerado um profissional da saúde, que não deve ser um mero "tampador de buraco" ou "arrancador de dentes", e sim um promotor de saúde, sobretudo bucal.
Após formado, o Cirurgião Dentista pode atuar de diversas maneiras no mercado de trabalho. Desde a abertura de um consultório para a atuação generalizada, com aquele conheclimento adquirido na faculdade e em cursos suplementares. Outro caminho a ser tomado é a prestação de concursos públicos e trabalho em prefeituras. Outra alternativa ainda é continuar estudando em cursos de especialização, para se tornar um especialista em tal área (por exemplo, Ortodontia, Prótese, Dentística, etc). Há também aqueles que desejam ser professores; porém estes possíveis caminhos a serem tomados não são exclusivos, o profissional pode conciliar de acordo com suas condições, tempo e vontades.
Eu, atualmente, sou um acadêmico do 7° período de Odontologia da UFJF, e o que tenho a dizer sobre o Curso de Odontologia é que é "fascinante!". Extremamente gratificante realizar um bom trabalho para o paciente e ver que ele ficou feliz com o resultado, restaurar mais do que a estética de uma pessoa: a saúde psicológica e fisiológica. Porém, sei que a caminhada não será fácil, é preciso muita dedicação, vontade, sonho, desejo e, claro: muito estudo.
A FO/UFJF funciona de segunda a sexta, de 7h as 18h e está aberta para quem quiser conhecer as instalações e funcionamento. Acesse também: www.odontologia.ufjf.br.
Sérgio Luiz Motta Júnior
Ex-aluno do Cave
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